Técnicas de Gestão do Conhecimento: “Job Rotation”

De forma mais conceitual “job rotation” significa o rodízio de funções promovido pela empresa, para que o profissional adquira novos conhecimentos em setores diferentes e acumular experiências, sem sair da companhia em que trabalha. Espera-se que durante o “job rotation” o profissional consolide a sua aderência aos valores da empresa. Nessa fase o colaborador é testado em suas aptidões para os perfis de cargos e para os níveis de liderança.

Outro valor entregue nessa técnica é ligado ao conhecimento geral e estratégico sobre toda a companhia. Ainda que estudiosos considerem o especialista como essencial para as empresas, o generalista é sem dúvida, o mais indicado para ocupar cargos de direção e gerência. Independente de remuneração, o conhecimento genérico deve sempre ser buscado pelos profissionais, e quem se destaca em uma prática dessas possui chances de crescer muito na companhia, com visão nos maiores e melhores cargos.

Nem sempre é possível construir o melhor programa de “job rotation”, principalmente em pequenas e médias companhias em razão de escassez de tempo e verbas, por isso pode-se pensar em programas mais curtos e estruturados para durar dias ao invés de meses, por exemplo. O resultado se dará de forma acentuada nas entregas realizadas por quem passou pelo processo e a possibilidade de evolução para cargos mais importantes desses profissionais também ocorrerá de forma gradual.

Dicas para aplicar o “job rotation”:

1 – Promova a disseminação do conhecimento

A empresa que optar por essa técnica deve evitar a centralização de tarefas e de informações. As pessoas precisam estar cientes do valor do conhecimento que possuem de forma internalizada e que todos sairão ganhando se ele for disseminado por todos que passarem por determinado setor. 

Utilizar uma plataforma para a Gestão do Conhecimento, como o Pulpo, pode otimizar esse processo e facilitar a absorção dos aprendizados compartilhados pela equipe.

2 – Mentoring

É aconselhável que para cada colaborador que está aprendendo as rotinas em determinado setor, exista a atuação de um mentor para acompanhamento das atividades. Esse profissional ficará responsável por apresentar o departamento, os colaboradores que nele atuam, bem como a execução das atividades para o “visitante”. Em caso de dúvidas, será a ele que o participante do processo poderá recorrer.

Quando conversar com o profissional que exercerá a função de mentor, também apresente as vantagens que o “job rotation” trará a ele nos moldes de uma relação ganha-ganha. Oxigenação de ideias e contato com uma outra geração são ganhos interessantes para esse profissional.

3- Planejamento

Um planejamento de atividades para o participante do “job rotation” facilita o aprendizado e a performance do profissional no projeto. Com uma estratégia alinhada, evita-se retrabalho e possíveis omissões no aprendizado.

Para isso, estruturar bem o projeto se faz imprescindível, com a implementação das devidas melhorias, quando necessário.

4- Mensuração

Trabalhar o feedback por parte do participante e do mentor junto ao RH ou ao departamento responsável pelo programa é fundamental para identificar os pontos fortes do processo e aqueles que precisam ser melhorados. Ainda, é possível compreender alguns gargalos e oportunidades de melhoria nas áreas e avaliar o real aprendizado do profissional.

0 respostas

Deixe uma resposta

Want to join the discussion?
Feel free to contribute!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *