5 mitos sobre a gestão do conhecimento

O sucesso de uma empresa pode ser potencializado pelo correto uso de um processo de Gestão do Conhecimento (GC). Esta metodologia facilita a colaboração entre os times, ajuda na construção de uma cultura focada em aprendizado corporativo e incentiva a inovação no modelo de negócio. No entanto, há uma névoa na cabeça dos empresários quando estes tentam calcular o retorno da implantação da GC no seu negócio.

A seguir, gostaria de apresentar 5 mitos que rodeiam os tomadores de decisão quando da adoção ou não da GC no seu negócio:

1) A Gestão do Conhecimento Requer Investimentos Altos em Tecnologia

No Brasil, são poucas as companhias que já compreenderam que um dos ativos mais valiosos é o conhecimento do seu time. Sendo assim, parece óbvio que um dos investimentos mais importantes é assegurar uma gestão correta do conhecimento presente. No entanto, muitas acabam pensando que a GC requer uma tecnologia muito custosa para ser implantada com êxito.

A conta que estes negócios acabam não fazendo é que esta ignorância geral e a falta de colaboração entre a equipe ao passar os aprendizados e insights causa para, apenas, neste caso, as empresas da Fortune 500, uma perda de aproximadamente US$ 31,5 bilhões de dólares anuais. Ou seja, as consequências da perda de conhecimento é muito mais custosa que a implantação eficiente de um processo de GC nessas empresas.

O que acontece se um empregado deixa a empresa inesperadamente? Quanto custa quando algum conhecimento que não foi documentado sai pela porta? Ou ainda, qual é o custo de quando uma decisão equivocada é feita devido à falta de conhecimento?

Nessa linha, vale o risco de ter toda essa dor de cabeça que pode ser evitada com disciplina e um bom processo de GC? Os números são bem claros e otimistas quando paramos para calcular o custo-benefício de se investir em tecnologia para gerenciar o conhecimento de uma empresa.

2) Gestão do Conhecimento não é um problema meu!

A GC impacta a corporação como um todo. Todas os colaboradores possuem conhecimento útil para compartilhar e também podem aprender com as experiências dos seus colegas. Ou seja, todos se beneficiam quando uma cultura de GC é implantada em uma corporação.

Para uma empresa ser inovadora, é fundamental que ela baseie o seu negócio na GC. Ela permite que os colaboradores acessem informações que anteriormente só poderiam ser encontradas em relatórios e manuais físicos (difíceis de procurar), computadores de colegas (inacessíveis), ou ainda pior, na cabeça de gestores e outros empregados (não-documentadas).

Um estudo feito pela consultoria McKinsey, explicita que um trabalhador médio perde cerca de 20% da sua semana de trabalho procurando por informações internas ou buscando colegas que possam ajudá-lo em tarefas específicas. A GC inova no conceito de produtividade e dá poder aos colaboradores em capturar conhecimento, encontrar informações no momento que precisam e assegura que a performance não se deteriore pela falta de colaboração na transferência do aprendizado interno.

3) A Gestão do Conhecimento Requer Gente Cara

Por ser um tema recente, muitos empresários podem acabar pensando que para implantar a GC devem contratar gente cara e até uma consultoria especializada para desenvolver o processo.  Para a GC dar certo, é preciso compreender que esta não é o trabalho de uma única pessoa e sim de toda a corporação em torno de um bem comum que é de possuir uma empresa mais eficiente. O desafio é justamente treinar todos os colaboradores e fazer com que seja cada vez menos custosa a experiência com falhas do dia-a-dia, rotatividade, treinamentos, entre outros.

Vale mais, nesse caso ter pessoas engajadas com o processo e futuro da empresa que pessoas com um currículo mais robusto e que escondem o seu conhecimento das outras, a fim “preservar” um fictício diferencial competitivo.

4) Não é uma Questão de Cultura Empresarial

Para assegurar uma evolução sustentável, as empresas necessitam criar uma cultura de GC. Porém, para isso ocorrer, todos os colaboradores devem “comprar” a ideia e mudar a cultura que foi desenvolvida até então. Isso inclui desde o mais baixo escalão até a diretoria, em um processo de aprimoramento contínuo e colaborativo. Todos devem compartilhar o seu conhecimento e se direcionar ao mesmo recurso  tecnológico disponível para o gerenciamento das informações capturadas.

Traçar objetivos e estratégias claras para os colaboradores é essencial para um correto entendimento do que fazer e dos benefícios que essa disciplina trará para todos os envolvidos. Com um treinamento bem feito, qualquer pessoa estará apta a compartilhar o seu conhecimento de forma colaborativa e eficiente.

Para aprimorar o processo, é importante um plano de incentivo aos colaboradores que premie aqueles que mais auxiliam e se engajem na GC. Badges especiais, pontos pelo engajamento e reputações específicas são táticas que darão certo, se potencializados por uma conversa prévia com a equipe buscando o que é importante para eles.

O uso de uma plataforma que possibilite isso como o Pulpo, fará com que a equipe perceba a importância do seu papel no gerenciamento do conhecimento e como o seu dia-a-dia pode ser facilitado quando todos estiverem já auxiliando na GC. Nesta linha, cabe lembrar que a GC é um processo e que requer dedicação e uma boa comunicação entre os líderes da organização e as equipes. Guiar pelo exemplo é uma boa alternativa quando se quer que outros produzam um bom resultado em compartilhamento de conhecimento.

5) Gestão do Conhecimento é Moda ou um Capricho

Sempre quando surgem novos termos, as empresas acabam querendo implantá-los no seu negócio, em busca, muitas vezes, de uma diferenciação por ego. Elas acabam colocando metodologias em seus processos que não são as mais recomendadas só pelo fato de estarem na dita vanguarda, em busca de inovação.

Ocorre que ao contrário de muitas novidades, a GC entrega um imenso valor à corporação na qual é desenvolvida. Ela aumenta a produtividade, colaboração, facilita a transferência de conhecimento e melhora a performance individual dos colaboradores. O desenvolvimento de uma empresa sustentável passa, no futuro, por um processo de GC enxuto e eficiente, no qual todos tenham acesso àquilo que necessitem no dia-a-dia em pouco tempo e de maneira correta.

 

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  1. […] investimentos e utilizando os recursos já existentes, porém dispersos dentro do negócio. A gestão do conhecimento definitivamente não é um bicho de sete cabeças, o que ela exige é um comprometimento do proprietário em fazer a equipe entender a importância […]

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