A gestão simplificada pode ser o futuro do seu negócio!

A regra dos negócios tradicionais é que quanto mais eles crescem, mais complexa a sua gestão fica e camadas entre os setores são criadas. A organização é importante, mas deve-se atentar para um equilíbrio entre a uma certa sistematização e a dinâmica que o mundo dos negócios exige hoje das empresas.

As universidades são formadas por professores que em sua maioria têm no método de ensino, sistemas conservadores e por muitas vezes não são profissionais de mercado, aqueles que possuem experiência prática e que conseguem aplicar aquilo que os livros ensinam. O resultado desta combinação é termos gestores cada vez mais teóricos e por consequência empresas mais burocráticas e ineficientes.

A teoria e a prática devem andar lado a lado na gestão de uma empresa. No entanto, o caso concreto e o dia-a-dia fazem com que melhores decisões sejam tomadas a partir principalmente dos aprendizados da equipe, juntamente com metodologias enxutas e eficientes.

Muitas vezes as pessoas do comando acabam por não perceber o mal que estão fazendo ao negócio, sob o ponto de vista econômico, criando infinitas reuniões, papeis, arquivos, entre outros que levam a uma ineficiência gigantesca. É uma conta que geralmente não vai para o balanço da empresa, mas que se fosse computada geraria um negativo considerável no negócio.

O grande desafio do gestor é deixar as coisas simples. Esta facilidade fará com que a equipe se engaje na rotina da empresa e é um incentivo enorme à inovação. O tempo que antes era perdido com um sistema de gestão engessado, burocracias desnecessárias e reuniões improdutivas, passa a ser destinado a melhorias no produto, desenvolvimento da equipe e em uma cultura de inovação.

Neste caso o que ele pode fazer para reverter esse quadro? Deveria focar em processos rígidos e engessados ou empoderar os seus colaboradores para que estes ajudem na construção de uma maneira mais simples de fazer as coisas?

Este artigo da Harvard Business Review mostra que o que funcionou ontem já não prospera com o mundo corporativo atual. Defende ainda que mais que seguir os processos dados de cima para baixo, as pessoas (capacitadas) devem estar ligadas diretamente à inovação e colaborar diretamente na melhoria do negócio como um todo, cada um no seu papel e com seu talento aproveitado da melhor forma.

Para se ter ideia, em organizações complexas, os gestores passam 40% do seu tempo escrevendo relatórios e de 30% a 60% em reuniões.

As empresas, necessitam claramente de uma maneira mais eficiente de lidar com o seu crescimento e tentar ao máximo simplificar os seus processos. Esta nova corrente da Gestão Simplificada defende que as companhias não devem apresentar procedimentos rígidos de cima para baixo a fim de que o seu time os execute.

Este método de trabalho deve ser fruto de uma aprendizagem coletiva e conseguida devido à autonomia dada aos colaboradores na formatação do futuro da empresa. Estes devem ser provocados a todo momento a darem o seu melhor e saírem da “zona de conforto”, sugerindo melhores práticas a todo momento e questionando aquilo que vem sendo feito nos dias de hoje. O objetivo maior é sempre simplificar ao máximo e buscar eficiência.

Assim, existem “Seis Regras” para atingir a Gestão Simplificada:

1. Entenda o que as Pessoas Fazem

O empresário deve entender o que as pessoas fazem dentro do seu negócio. Para isso, é importante ir pessoalmente e de forma contínua nos setores da empresa para acompanhar o dia-a-dia, as dificuldades e as boas ideias que surgem nos diversos níveis operacionais da corporação.

Tendo uma visão realista da atual situação, é mais fácil “colocar as pessoas certas nos lugares certos”. Quando os problemas reais são vividos e presenciados pelos tomadores de decisão, a empresa só tende a ganhar e ser mais inovadora.

2. Eleja Integradores na Equipe

Os Integradores de uma empresa são aquelas pessoas responsáveis por absorver as informações dadas pela gestão e apresentá-las para a equipe. Também realizam o caminho inverso, recebendo as sugestões da base operacional e passando à estratégia.

Este perfil deverá ser proativo e agregador, com formação e/ou aptidão para a Gestão de Pessoas. Além disso, será necessária uma certa autoridade/carisma entre a equipe para que todos acreditem e respeitem o trabalho desenvolvido pelo integrador.

3. Empodere os Colaboradores

O potencial dos colaboradores da equipe não deve ser subestimado. Cada pessoa possui na bagagem talentos e experiências que podem agregar aos objetivos da empresa. Sendo assim, quanto mais incentivada a criatividade interna, mais estas pessoas se sentirão úteis e empoderadas para dar suas opiniões.

Neste ponto, ainda, deve ser dada liberdade para uma auto-gestão de cada um dos colaboradores, cabendo a expressão, assim, de “tratar adultos como adultos”. Quando seres humanos maduros são sujeitos a regras engessadas e intransigentes, eles serão menos produtivos e desengajados.

4. Aumente as Responsabilidades

Uma excelente forma de fazer a eficiência da equipe melhorar, é aumentar o nível de responsabilidades individuais de cada um e agregar metas coletivas. Uma equipe comprometida em fazer mais do que o suficiente e com objetivos mais ricos e complexos é mais eficiente.

Responsabilidade e metas, quando aumentadas para além do individual, deixam o time mais engajado e com senso de união, colaborando em pontos deficitários dos colegas e fazendo a empresa atingir melhores resultados.

5. Foque no Futuro

Os projetos e metas devem ser atreladas ao futuro e sustentabilidade do negócio. Todas as variáveis referentes a mercado, produto, suporte e viabilidade devem ser pensadas quando do desenvolvimento de uma inovação.

Não adianta, por exemplo, desenvolver um produto que seja bastante simples mas que tenha uma dificuldade grande no reparo. Isso prejudicaria a área de suporte e, consequentemente, traria resultados ruins para a empresa.

6. Crie um Senso de Bem-Comum e Meritocracia

Premiar de forma diferenciada os colaboradores mais dedicados e que atingem os melhores resultados é uma estratégia de meritocracia que traz excelentes resultados em performance para a empresa. A frase “Se a empresa ganha, você também ganha” leva uma espécie de “sentimento de dono” para quem está na operação do negócio e motiva estes colaboradores a darem o seu melhor e irem além daquilo que usualmente fariam.

É importante um plano de carreira com metas e benefícios para tornar claro os limites e objetivos de cada um dos colaboradores. À medida que se sabe o destino da jornada, fica mais fácil e agradável a viagem.

 

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