Série Especial Metodologia DIIVE – INTERAGIR

Bem-vindo de volta à nossa série especial sobre a metodologia DIIVE. Criamos este método para levar a gestão do conhecimento ao alcance de pequenas e médias empresas.

Nessa postagem iremos falar sobre a terceira letra deste anagrama, o segundo I, de interagir.

INTERAGIR

Após as primeiras informações estarem já dentro da base de conhecimento, é o momento de que a equipe toda comece a colaborar mais. Aos poucos, os profissionais devem ser  trazidos (em um primeiro momento os colaboradores do tópico piloto) para que coloquem mais informações dentro da base de conhecimento na sua área.

Gamificação

As pessoas gostam de competição, meritocracia e destaque. Uma estratégia que dá muito certo é desenvolver pequenos desafios dentro de um tópico. Em cada um deles, o que importa é analisar os resultados e observar quem vai colocar mais informações na plataforma, quais materiais são os melhores e perceber as pessoas que mais contribuem com o conhecimento da empresa.

Importante também é premiar os profissionais de destaque com cursos e eventos, viagens ou até mesmo uma remuneração diferenciada. Reconhecer o esforço e o mérito do profissional fará com que a cultura seja cada vez mais presente.

Ao escolher a ferramenta de apoio, é fundamental esta consiga medir o engajamento e entregar aos gestores de forma simples os relatórios acerca dos resultados de cada desafio. Gamificar o processo de alimentação da base de conhecimento é ideal para criar a cultura, principalmente no início, onde as pessoas tendem a estar mais acomodadas e inertes.

Expandir para outros tópicos

O ciclo construir-medir-aprender deve estar presente em todo o processo de gestão do conhecimento. O gestor desse projeto deve estar muito atento às métricas de engajamento a sobre os resultados e maiores dificuldades durante a implementação. Por isso, sempre recomenda-se escolher um tópico-piloto para testar uma inovação dentro do projeto e lapidar bem antes de envolver as outras áreas da empresa.

Quando existir uma maior segurança sobre o andamento do processo em um tópico, é o momento de expandir a gamificação e as estratégias de engajamento para o resto da equipe. Com as métricas em mãos, cabe ao gestor do projeto orientar os outros curadores sobre as dificuldades encontradas no seu piloto e o que cada um pode fazer para que o projeto tenha sucesso em cada tópico.

Materiais ricos

Quando as equipes estiverem, de forma inicial, habituadas a colaborar com a gestão do conhecimento da empresa, transformando conteúdo tácito em explícito e desenvolvendo o início da base, é o momento de pensar em tratar os materiais ali colocados e aprimorar a didática, design e assertividade de cada um deles.

Fazer check-lists se tornarem infográficos, listas se transformarem em vídeo-aulas, entre outros diversos formatos é um bom caminho quando se fala em engajamento. Para isso, eleja um responsável interno (caso a empresa tenha um setor de marketing, por exemplo), ou se não converse com uma agência parceira para que ela trabalhe o seu conteúdo de endomarketing.

Quando as pessoas enxergarem que a sua contribuição se transformou em um material rico e bastante didático, sem dúvidas elas ficarão ainda mais motivadas em auxiliar na construção dessa base.

Trilhas de conhecimento secundárias

 

Outro ponto que deve ser trabalhado nesse momento é construir outras trilhas de conhecimento além daquelas de onboarding e das principais já feitas. Para isso é importante atentar a alguns detalhes importantes:

Pensar em uma área por vez

Para alcançar bons resultados nas trilhas secundárias é necessário começar primeiro pelos tópicos mais engajados e ir construindo cases de sucesso. Isso motivará as outras áreas a também se dedicarem no desenvolvimento de outras compilações de conteúdo.

Definir objetivos claros

Deve-se definir o objetivo de cada uma das trilhas para que o esforço investido seja válido. Fazer trilhas que não agregam à formação do profissional ou no desempenho da sua função acaba desengajando as pessoas e o processo caindo em descrédito pela equipe.

Desenvolver uma certificação completa

Meça o nível de absorção de cada profissional e tenha à disposição os pontos onde ele sente dificuldade. Uma certificação bem feita poderá evitar perdas em retrabalho e diminuir a curva de aprendizagem da sua equipe.

Medir e aprender

Por fim, é fundamental medir os resultados em cada uma das trilhas e aprender durante o processo. Além do nível de absorção dado pela certificação, avalie o desempenho do colaborador pós-trilha e entenda as possibilidades de melhoria no conteúdo.

Alguns exemplos de trilhas de conhecimento secundárias:

  • Inbound Marketing para iniciantes/intermediário/avançados – Tópico Marketing
  • A arte da negociação – Tópico Comercial
  • Como aproveitar eventos ao máximo – Tópico RH

A gestão do conhecimento só irá funcionar se ela se tornar uma cultura na empresa. Por isso, seja estratégico e trabalhe o engajamento da sua equipe com cautela mas sendo assertivo. Os resultados virão mais rápido que você espera!

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