Como ter uma clínica que anda sozinha?

Conseguir gerenciar as informações e o aprendizado construído em uma clínica ou consultório parece ser um desafio gigantesco, tendo em vista as inúmeras atividades inerentes ao dono do negócio como, prestar um bom serviço, tratar com fornecedores e clientes, ter uma atenção à parte financeira, entre tantos outros.

Ao mesmo tempo, ao não registrar informações como processos administrativos, financeiros e procedimentos técnicos o consultório fica mais distante de ser uma empresa e o proprietário acaba sendo um eterno responsável operacional do negócio. Problema este que é agravado quando perdemos um colaborador essencial ou quando ficamos ausentes da nossa clínica. A impressão de que a “coisa não anda” sem a nossa presença é constante e uma dor enorme para todo o dono de clínica na área da saúde.

Para isso, convido você a conhecer uma metodologia chamada gestão do conhecimento. A metodologia atua como uma prevenção a problemas crônicos e invisíveis no cotidiano de clínicas e consultórios, tais como a perda de tempo com retrabalho, o desperdício de faturamento, materiais e oportunidades por falta de um suporte a dúvidas operacionais, entre tantos outros. Seu principal objetivo é transformar conhecimento em resultado e que a clínica finalmente “ande sozinha” e o seu proprietário consiga obter melhores resultados.

Para isto, a gestão do conhecimento consolida alguns pontos, nos quais cabe o destaque de quatro:

1) Dar liberdade ao proprietário para ele sair da operação

É importante o proprietário saber que para ele ver o seu negócio crescer, bem como ter outros negócios, um dia terá que sair da operação. Mesmo sendo de um perfil mais técnico, este é o caminho natural do empreendedor que quer crescer. Portanto, ele vai ter que saber delegar e apenas controlar por indicadores e, por exemplo, uma boa gestão do conhecimento o seu negócio.

Ao incentivar os colaboradores a alimentarem uma plataforma de gestão do conhecimento, gradativamente o gestor sairá da operação e não precisará mais estar envolvido em todas as pequenas questões que fazem parte do cotidiano da empresa.

2) Desperdício e Retrabalho

Outras grandes dores dos donos de clínicas são o desperdício e retrabalho. Cada minuto empenhado para se fazer algo que já se havia dado como pronto machuca a pessoa do dono bem como o caixa da empresa. Cada negócio possui uma realidade quanto ao que perde em retrabalho e desperdício, muito ocasionado por desatenção em algum ponto do processo e a falta de um suporte simples no decorrer da operação. A gestão do conhecimento atinge em cheio essa demanda, servindo como um suporte tecnológico preventivo quando existir alguma dúvida sobre que ação o colaborador deverá tomar em determinado caso.

3) Suporte na tomada de decisões estratégicas

A Gestão do Conhecimento serve, e muito, também para os próprios proprietários na tomada de decisões estratégicas, não limitando-se a combater dores dos colaboradores. Uma vez que todas as informações dos colaboradores e até sugestões de melhoria estão centradas numa mesma plataforma, fica mais fácil e assertivo para o gestor tomar decisões estratégicas acerca do negócio no seu presente e futuro.

4) Rotatividade

Tendo todas as informações centralizadas e dadas por todos os colaboradores, fica muito mais simples realizar um processo de treinamento de novas pessoas na equipe. Este problema que envolvia um tempo gigante para a adaptação, entendimento de novos processos, entre tantos outros fatores, pode ser diminuído drasticamente com uma boa gestão do conhecimento. Isso revelará uma economia bastante acentuada de tempo e melhor produtividade, dando mais resultado para a clínica, consequentemente.

Comece agora a gerenciar o conhecimento da sua clínica!

Por fim, conclui-se que a gestão do conhecimento gera uma melhoria econômica na clínica sem grandes investimentos e utilizando os recursos já existentes, porém dispersos dentro do negócio. O que ela exige é um comprometimento do proprietário em fazer a equipe entender a importância desta melhoria econômica e manter o processo até conseguir ter um negócio auto-gerenciável.

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